30 de jul. de 2013



Uma pergunta: o que você pensa quando lê “Deep Web”? Se a sua reação a estas palavras é “hã”, parabéns! Você faz parte da grande maioria, ou parte dela, que não sabe do que se trata, como essa blogueira que vos escreve. Ouvi essa expressão por acaso e fiz essa mesma cara que você fez aí. Mas, então o que é "Deep Web"?


Entendeu?
Deep Web (também chamada de Deepnet, Web Invisível, Undernet ou Web oculta), é a parte da internet que o usuário comum não tem acesso, uma terra sem lei. Onde o conteúdo não é acessível para qualquer pessoa. Por exemplo, documentos hospedados dentro de sites que exigem login e senha. Sua origem e sua proposta original são legítimas, afinal, nem todo material deve ser acessado por qualquer usuário. O problema é que, longe da vigilância pública, essa enorme área secreta (500 vezes maior que a web comum) vira uma coisa monstruosa, tudo que há de bizarro, nojento e estranho encontra-se lá.

O cara que inventou essa expressão, Mike Bergman, diz que busca na Internet atualmente pode ser comparada com o arrastar de uma rede no oceano, você pode até pegar um peixe grande uma hora ou outra, mas a maior parte da informação está no fundo. Enterrada profundamente em sites gerados dinamicamente, e não é encontrada pelos mecanismos de busca padrão. Estes não conseguem "enxergar" ou obter o conteúdo na Deep Web.

Traduzindo: se o Google fosse esse barco de pesca e você o pescador, sua rede de pesca simplesmente arrastaria para você o que está na superfície da web, deixando o resto longe dos seus inocentes olhos.
Essa comparação não deixa dúvidas
No começo, a origem da Deep web é positiva, afinal sua função é proteger conteúdos confidenciais, como os de governos, bancos, empresas, forças militares e universidades, acessíveis só com login, por exemplo. Mas, como tudo no mundo tem o lado B. O lado negro da força está se aproveitando dessa terra sem lei e você nem pense em se aventurar nesses mares. Eles estão cheios de crackers (hackers com intenções criminais), que adoram “fisgar” usuários descuidados. Como não há filtros de segurança, eles facilmente conseguem, por exemplo, “zumbificar” o computador de um internauta (controlando-o a distância sem que o dono note) e roubar dados. 

E essa parte podre da Deep Web tem nome: Dark Web. Lá se encontra de tudo. Lojas virtuais de drogas, pornografia infantil e conexões terroristas para venda de armas. Como tudo fica nas profundezas, não há jeito de governos e a polícia tirarem do ar. É como se os sites tivessem vida própria, sem donos, registros e documentação.

Problema em acessar a Deep?
Agora (pessoalmente falando), eu poderia fazer aqui um tutorial e como entrar lá, não me pareceu difícil, mas eu JAMAIS faria isso. Sério, não é uma coisa que seres humanos ditos normais gostariam de ver. Lá não existe ,infelizmente, nada de fantasia. Não é um filme de terror grotesco, é a realidade mais podre do ser humano mostrada friamente.

Se você me perguntar se eu estou escrevendo o que eu vi, a resposta é NÃO. Eu não vou lá. Não tenho estômago para ver pedofilia, estupro e mortes. Lá você encontra o que está acostumado em ver em filmes, ou pesadelos, com uma diferença...ao vivo e a cores. Mas, entrei em um blog para pesquisar e encontrei isso:


Encontrei tantas outras coisas que eu poderia passar dias escrevendo sobre, mas, a mais importante lição que eu tirei da minha pesquisa é que nem tudo lá é ruim. Tem muita coisa boa, como sites  que você nem faz ideia que existe de música, fóruns e, enfim, tudo que existe aqui desse lado existe lá de uma forma mais hardcore e sem filtro.

Quem se aven­tura na rede Tor e clica inad­ver­ti­da­mente nos links pode deparar-se, sem qual­quer aviso, com sí­tios de pornografia infantil, vi­o­la­do­res, anún­cios de trá­fico hu­mano (que não sa­be­mos a veracidade), todo o gê­nero de ta­ras se­xu­ais, ima­gens do gore mais es­ca­broso que se possa ima­gi­nar, cul­tos sa­tâ­ni­cos, ca­ni­ba­lismo, ví­deos de gente ma­tando ou­tras pes­soas, ví­deos de maus tra­tos a ani­mais, mer­ca­dos de com­pra e venda de ar­mas, com­pra e venda de dro­gas, fó­runs de uti­li­za­do­res por­ta­do­res do ví­rus da AIDS que tro­cam his­tó­rias de como in­fec­ta­ram ou­tras pes­soas (cha­mam a isso "dar o pre­sente"), en­fim, tudo o que a es­pé­cie hu­mana pro­duz de mais vil, bi­zarro e do­en­tio encontra-se à dis­tân­cia de um cli­que.
Sempre clicam onde não é para clicar
Então uma lição que aprendemos e não só vale para a Deep Web mas de um modo geral é: se não que­r ver, en­tão cui­dado com o que pro­cu­ra e não cli­que sem pen­sar, ou seja, a curiosidade matou o gato.

A Deep Web é um es­paço amo­ral, na me­dida em que não existe uma en­ti­dade a fil­trar o lixo por nós, como faz o Google, e a es­co­lha é in­tei­ra­mente do ci­ber­nauta. 

Bem meu recado está dado. Eu não entraria lá se fosse você mas como diria vovó se conselho fosse bom...


Fontes: Mundo estranho, e esse barco chamado Google.

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