2 de abr. de 2014


Eita saudades daquele dia que conversei com o Kevim sobre como seria legal abrir um blog e falar das coisas que mais amamos em tecnologia e tudo o que quiséssemos falar, sem nenhum tipo de preocupação com crítica ou qualquer tipo de bloqueio por parte de uma estrutura imensa. Cheio dos erros de português, com pouca moderação e muita criatividade! Ah, sinto nostalgia, por mais que seja algo tão novo, tão recente. O blog completou o seu um ano de vida e nada fizemos a respeito, que feio, não? Mas não foi por maldade ou esquecimento (minto sobre isso, pode ser?), cada um com seus afazeres perdeu o tempo que tinha dedicado e direcionado ao blog e assim os últimos suspiros foram dados.

Eu tentei mantê-lo, juro a você leitor, mas concordo com você quando me disser que eu deixei morrer porque simplesmente não quis que ele continuasse. Dou-te a razão! Mas eu queria deixar a você, que nos aturou, que acreditou, que entrou, que leu, que comentou, que fez o blog ter mais de 2 mil acessos nesse um ano de existência. Eu deixo a você o meu muito obrigado por isso, por acreditar o quanto acreditou, dos compartilhamentos as visitas. O projeto nasceu e hoje ele não morre, só diz até logo. Muito triste isso, poxa. Mas é necessário, para não deixarmos a impressão de que tudo foi largado e que se dane o mundo (vida louca aqui).

O blog tomou proporções que eu não consegui mais mantê-lo sozinho, era impossível sem ajuda alguma segurar um blog coletivo sozinho, é bastante difícil. Espero ver vocês de novo em muito breve. E mais uma vez, OBRIGADO!

Contudo, eu tenho uma boa notícia. Apesar do Infotius hoje ter seu decreto de morte, nossos conteúdos continuaram no ar, porque os guardo com muito carinho e, além disso, há mais uma boa notícia: as novidades sobre o mundo nerd e gammer passaram a existir no site ochaplin.com.

Ele foi um dos motivos para que eu desistisse do projeto Infotius e o arquivasse na gaveta, pois me tomava muito tempo e também tomou uma proporção maior que a deste blog, mas tenho maior ajuda lá, sendo assim, se dói em um, dói em todos. Confere lá o trabalho que é muito bacana.

Ao infinito e além! :D

3 de out. de 2013

A famosa dor depois dos exercícios

Você já sentiu uma dor muito forte ao fazer exercícios físicos? Já percebeu que a maçã, depois de aberta, e exposta fica com uma cor escurecida? Já notou que existem pessoas que envelhecem precocemente, mas a sua aparência não revela a sua verdadeira idade? Ache agora as respostas para essa e algumas outras perguntas.

Você deve estar se perguntando por que eu citei tantas coisas aparentemente distintas em um único post. E leitor, a resposta é simples... Porque elas são causadas pelo mesmo fator: radicais livres. Agora com certeza eu fiz brotar mais uma dúvida em sua cabeça, meu caro, não é mesmo? Nesse momento você deve estar com uma pulguinha atrás da orelha para entender tudo isso. E eu vou solucionar esse problema para você. Vamos começar entendendo o que, afinal, são os radicais livres. Radicais livres são átomos ou moléculas com elétrons não pareados, ou seja, falta em sua estrutura química um elétron. Por esse motivo, os radicais livres atacam outras moléculas para “roubar” elétrons e assim se tornarem estáveis. Essas moléculas atacadas se tornam radicais livres e irão tentar o mesmo com outras moléculas, estabelecendo assim uma reação em cadeia que pode causar vários danos a um organismo.

É assim que o radical livre se forma
Alguns fatores externos podem contribuir para o aumento da formação desses radicais. Entre esses fatores estão:
  • Poluição ambiental, resíduos de pesticidas, presentes nos alimentos cultivados em grandes quantidades e que abastecem as grandes cidades;
  • Substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios, entre outros);
  • Raio-X, radiação ultravioleta e radiação gama em alimentos;
  • Estresse.

Atletas fiquem atentos!

Pesquisas detectaram que seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas há alguns pontos importantes a serem considerados nestas pesquisas. O primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante, geralmente despercebido, é que, em pessoas bem treinadas, a ação dos radicais livres (devido ao exercício) é bem menor. Isto se deve ao fato de que a atividade física regular aumenta também os níveis de enzimas que destroem os radicais livres. É preciso ressaltar, além disso, que quando foi usada a palavra atleta, não foi em vão. Esse aumento na ação de radicais livres se dá em exercícios de grande esforço físico, como musculação, por exemplo.

                    Por que a maçã fica escurecida, assim que a cortamos?

Fases da maçã após ser cortada
Porque "nessa hora, a enzima que escurece a maçã é liberada", afirma a bioquímica Maria Inês Genovese, da USP.  Ao golpearmos a maçã com uma faca, há a liberação de uma substância que causa o escurecimento, afinal ao cortarmos a fruta, também estraçalhamos algumas de suas células. Além disso, o contato com o oxigênio acaba dando uma mão ao trabalho dessa enzima - que atende pelo nome de polifenol oxidase - . Uma dica para evitar esse escurecimento:  pingar gotinhas de limão nas partes expostas. "A acidez da fruta cítrica impede a ação do polifenol", diz Maria Inês. Mas não há nenhum perigo em comer esses alimentos depois que estiverem escurecidos. Como bem sabem as donas-de-casa, isso não significa que o vegetal esteja estragado.  

Radicais livres x Envelhecimento precoce

Quando os radicais livres se ligam a compostos como proteínas, lipídios, carboidratos, proteínas e até mesmo com DNA, eles agem alterando suas funções e ocasionando vários efeitos maléficos nas células. Esses efeitos podem ser observados microscopicamente e macroscopicamente, como o envelhecimento dos vasos sanguíneos, envelhecimento celular, tecidual e principalmente o envelhecimento do tecido epitelial (que é um tecido de revestimento, nesse caso, presente em todas as áreas do corpo), agindo diretamente sobre as células, alterando sua membrana e dando-lhes o aspecto de células velhas. Os principais resultados decorrentes do envelhecimento do tecido epitelial são o aparecimento de linhas de expressão, rugas acentuadas, a pele passa a adquirir aspecto envelhecido e também o aparecimento dos famosos “pés-de-galinha”. Vale lembrar que é natural o processo do envelhecimento celular, porém, os radicais livres agem acelerando esse processo e causando grande desconforto principalmente entre as mulheres.

Apesar de não parecer, além dos malefícios os radicais livres também são importantes em algumas situações, em alguns processos do nosso corpo. (Observe na imagem acima.)

Para evitar o estresse oxidativo (que é causado pelo desequilíbrio entre os antioxidantes e os radicais livres, onde o nível de radicais livres excede o de antioxidantes), é recomendada a exposição ao sol até às 10 horas, num intervalo de tempo de 15 a 30 minutos, sem protetores ou bloqueadores solares, todos os dias (além de ajudar no combate aos radicais livres, ainda ajuda na ativação da vitamina D, que será importante na absorção do cálcio). Além disso, uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais fornecem uma grande quantidade e variedade de antioxidantes, contribuindo para aumentar a defesa imunológica e diminuir o risco de desenvolver doenças e infecções. Consumir frutas e vegetais crus, em vez de cozidos, fornece maior concentração e melhor absorção dos antioxidantes. Os suplementos dietéticos também estão disponíveis para aqueles que não consomem bastante os alimentos que contenham antioxidantes.

Os benefícios de consumir alimentos ricos em antioxidantes como o betacaroteno, licopeno, selênio, vitamina A, vitamina C, vitamina E, entre outros, são enormes.

Alguns dos que encontramos nos alimentos são:
  • O antioxidante betacaroteno é encontrado em muitos alimentos como a batata doce, cenoura, melão, abóbora, damasco, manga, couve, espinafre, entre outros; 
  • O licopeno é um potente antioxidante encontrado no tomate, melancia, goiaba, mamão, damasco, e outros alimentos;
  • O selênio é um mineral com ação antioxidante encontrado principalmente no arroz e trigo; 
  • A vitamina A é encontrada em abundância no fígado, leite e gema de ovo;
  • A vitamina C é encontrada em uma variedade de frutas, legumes, cereais, carne, aves e peixes;
  • A vitamina E esta contida nas amêndoas, em muitos óleos de gérmen de trigo, manga, castanhas, brócolis e outros alimentos.

2 de out. de 2013

Modelar uma empresa é como um oleiro, necessita de muita paciência, cuidado e persistência.
Buscando uma forma de melhorar o seu negócio de pequeno, médio ou grande porte? Temos material que poderá te ajudar! Uma série de postagens dos conceitos básicos aos avançados da Análise e Modelagem e Processos de Negócios. Pegue o seu café, se acomode na cadeira e inicie agora mesmo a leitura através do mundo dos negócios pelas mãos do nosso colaborador Iago Sousa.
  1. Análise e Modelagem de Processos de Negócios: Iniciando o Entendimento sobre o Assunto;
  2. Análise e Modelagem de Processos de Negócios: Identificar, Classificar e Qualificar os Processos de sua Organização;
  3. Análise e Modelagem de Processos de Negócios: Descrição dos Processos da Organização e Terminologias de Gerenciamento de Processos;
  4. Análise e Modelagem de Processos de Negócios: Metodologia de Modelagem;
  5. Análise e Modelagem de Processos de Negócios: Técnicas de Modelagem (mais difundidas);
  6. Análise e Modelagem de Processos de Negócios: Ciclo de Gerenciamento de BPM;
  7. Análise e Modelagem de Processos de Negócios - Metodologia para melhoria de processos Klug;
Boa leitura!

14 de set. de 2013

Melhoria de Processos só acontece efetivamente com integração. Não sei porque disse isso, não há com desvencilhar uma coisa da outra.
Metodologia para melhoria de processos Klug.

Quatros Fases: Planejar execução do projeto, Mapear processos atuais, Analisar e redesenhar processos e Implantar melhorias.

Fase 1 – Planejar Execução do Projeto

Etapa 1 – Identificar Objetivos do Projeto: Realizar documentação dos objetivos da alta direção da organização ao investir no projeto de melhoria de processos.

Etapa 2 – Definir padrão de modelagem: Tem objetivo de facilitar a consolidação dos levantamentos realizados pela equipe e reduzir eventuais retrabalhos.

Etapa 3 – Elaborar Plano de Trabalho: Elaborar cronograma detalhado do projeto. Atenção especial a definição da agenda de entrevistas.

Fase 2 – Mapear Processos Atuais

Etapa 1 – Realizar levantamento de normas: A equipe deve conhecer o impacto das normas na operação atual e os limites que impõem à melhoria dos processos.

Etapa 2 – Identificar Macroprocessos e seus Elementos: Deve ser feitos juntos aos responsáveis de processos, identificando quais são os fornecedores e entradas para cada processo, suas saídas e clientes atendidos.

Etapa 3 – Desenhar Processos Atuais: Apresentar volume de fluxos gerados, leva em consideração a decomposição funcional dos processos. Cada macroprocesso deve ser decomposto em subprocessos, e estes, por sua vez, em atividades.

Fase 3 – Analisar e Redesenhar Processos

Etapa 1 – Construir Árvore de Soluções: Identificar e Classificar as oportunidades de melhorias. Identificando e priorizando problemas. Levantando causas dos problemas e determinar a relação causa/efeito. Priorizar a causa dos problemas e classifica-las. Levantar soluções para as causas vitais. Priorizar as Soluções.

Etapa 2 – Desenhar Processos Futuros: Analisar processos atuais e procurar por oportunidades de melhorias que permitem: Aumentar a eficiência operacional, a produtividade e a satisfação do cliente; Reduzir custos e prazos de atendimento e racionalizar o uso de recursos; Eliminar (ou reduzir) retrabalhos, redundâncias e desperdícios; incentivar a criatividade, motivação e integração entre os colaboradores.

Etapa 3 – Elaborar Sistema de Medição de Desempenho: Elaborar sistema de desempenho para a medição dos processos, para controle e atuação quando ocorrerem desvios das metas de desempenho desejadas.

Fase 4 – Implantar Melhorias

Etapa 1 – Elaborar Plano de Melhorias: Nem sempre todas as melhorias previstas no desenho dos processos futuros podem ser implantadas imediatamente. Faz-se necessário então elaborar um plano de melhorias que especifique quando cada melhoria será implantada.

Etapa 2 – Implantar Novos Processos: A implantação dos novos processos é a etapa mais demorada, mais difícil e que requer maior quantidade de recursos em todo o projeto. Raramente consultorias são envolvidas nessa etapa.

Observações Importantes:
Observe, analise e observe novamente

  • ·         Elaborar agenda de reuniões e respeitá-la;
  • ·         Preparar-se estudando os processos atuais (quando disponíveis);
  • ·         Preparar-se estudando modelos de referência (quando disponíveis);
  • ·         Preparar checklist com perguntas que não podem ser esquecidas (5W2H);
  • ·         Conhecer o público que participará da reunião;
  • ·         Definir os papéis do pessoal da sua equipe;
  • ·         Documentar os resultados de cada reunião;
  • ·         Obter o apoio e o envolvimento da alta direção é vital para o sucesso;
  • ·         Entender os reais objetivos da organização ao investir no projeto;
  • ·         Conhecer a cultura da empresa e o histórico de projetos semelhantes;
  • ·         Esclarecer expectativas sobre os resultados do projeto (escopo realístico);
  • ·         Compor o time de projeto com as pessoas mais capacitadas e motivadas;
  • ·         Definir, documentar e validar o escopo do projeto e os processos envolvidos;
  • ·         Validar cada etapa do projeto antes de avançar para a próxima;
  • ·         Utilizar um software de mapeamento que facilite a documentação;
  • ·         Implantar melhorias rápidas após a documentação dos processos atuais;
  • ·         Não subestimar os custos dos projetos de melhoria;
  • ·         Obter indicadores de como eram os processos antes das melhorias, de modo a poder comparar quantitativamente os resultados do projeto após a implantação das melhorias;
  • ·         Comunicar-se com a organização, preocupar-se com a gestão de mudanças e procurar reduzir a resistência às mudanças desde o início do projeto.
Fonte: Análise e modelagem de processos de negócios: foco na notação BPMN (Business Process Modeling Notation) / Rogerio Valle, Saul Barbará de Oliveira, organizadores. - 1. ed. - 5. reimpr. - São Paulo: Atlas, 2012.
Ciclo de Gerenciamento de BPM = Evolução das Organizações

Ciclo de Gerenciamento de BPM

Planejar o BPM


Tem o propósito de definir as atividades de BPM que contribuirão para o alcance das metas organizacionais (das estratégicas às operacionais):

Entender o ambiente externo e interno;
Estabelecer estratégia, objetivos e abordagem para promover mudanças;
Coordenar a atualização do Manual de processos, que inclui:
  • Entender, selecionar e priorizar ferramentas de apoio ao BPM;
  • Entender, selecionar e priorizar técnicas de melhorias;
Preparar, no todo ou em parte, a visão global de processos;
Definir planos de ação para implantação;
Selecionar e priorizar processos:

  • Através de resultados de BSC, SWOT, Pareto, ABC, dados coletados dos controle de processos, Cadeia de Valor etc.;
  • Verificando os pontos de falha nos processos que causam danos à organização (Como financeiros, imagem, prazos e satisfação de clientes);
  • Levantando os principais pontos fracos dos processos;
  • Definir quais são os processos-chaves para a estratégia da organização;
  • Identificando novas oportunidades (novas abordagens, produtos ou serviços) que possam ser fornecidas aos clientes pela organização, levando a preparar os processos que permitirão sua entrega;
  • Estimando custos e prazos para a execução dos projetos de modelagem de processos;
Gerar diretrizes e especificação para o trabalho de modelagem e otimização;
Formar equipes de trabalho para processos específicos;
Planejar e controlar as atividades necessárias à implantação dos diversos projetos de processo na organização.

Modelar e Otimizar Processos

 Engloba atividades que permitem gerar informações sobre o processo atual (As Is) e/ou a proposta de  processo futuro (To Be).

As atividades principais que compõem essa fase são:

Modelar os processos na situação atual, que inclui:

          Compreender os processos atuais e seu modo de atuação, falhas, desejos;
          Documentar os processos;
          Prover dados de integração entre processos, para fins de TI, qualidade e outros.

 Quando necessário e possível, comparar o modelo com melhores práticas e benchmarking;

        Definir e priorizar soluções para os problemas atuais;
   
     Modelar os processos na situação futura, que inclui:

                Empregar metodologias para otimizar os processos;
                Fazer simulações, inovações e redesenhos;
                Definir mudanças nos novos processos;
                Adotar, quando possível e/ou necessário, as melhores práticas e modelos de referência.

      Gerar especificações para a implantação (caso o processo ainda não esteja em uso), para execução e para controle;

      Realimentar o planejamento do BPM.

Implantar Processos


 Engloba atividades que garantirão o suporte à implantação e à execução dos processos, como:
       Suportar a implantação de novo processo (quando necessário);
       Coordenar o ajuste de equipamentos e softwares, se necessário;
       Coordenar os testes e/ou piloto da solução;
       Implantar planos de transferência de tecnologia, que incluem:

               Treinamentos;
               Produção Assistida.

Transferir a monitoria e controle de execução de instâncias do processos implantados aos executores do mesmo;
Estabelecer critérios de fornecimento de dados para controle e análise dos processos.

Controlar e Analisar Processos


Engloba atividades relacionadas ao controle geral por meio de diversos recursos, como uso de indicadores, BAM, BI, BSC, métodos estatísticos e diagramas de causa e efeito. Gerando informações que posteriormente realimentarão as atividades de otimização e planejamento.

Para isso deve-se:

      Registrar o desempenho dos processos ao longo do tempo, que inclui:


  •                 Registrar e controlar desvios de desempenho significativos;
  •                 Avaliar trajetória de desempenho dos processos;
  •                 Registrar o conhecimento criado sobre os processos;
  •                 Fornecer dados de realimentação ao planejamento e à modelagem e otimização de processo, além de fornecer dados para outros propósitos;
  •                 Realizar benchmarking com referenciais externos e internos;
  •                 Realizar análise da maturidade da Organização/Unidade de negócio;
  •                 Realizar auditorias do processo em uso.


Agora chegou a hora de integrar as organizações de verdade, não vamos perder tempo

Indicadores de Desempenho de Processos


Ciclo PDCA de Deming (Plan, Do, Check, Action). Utilizado e consagrado como uma das melhores ferramentas gerenciais aplicadas à melhoria contínua dos sistemas de gestão. O fato que “checar” se constitui num dos elementos mais críticos da administração moderna, até porque, mesmo de forma não estruturada, todas organizações fazem planejamento e realizam alguma coisa. O que poucas fazem de modo sistematizado é a melhoria contínua de seu desempenho. Outro aspecto a ser considerado se refere a maturidade das organizações. O Prof. J.Joy (2008) apresenta um modelo que descreve a maturidade das organizações em cinco níveis:

Regressivo – O erro é aceito, não existe investigações das causas raízes e também inexistem auditorias;
Reativo – As investigações são limitadas aos casos de erro, porém de forma reativa;
Planejado – As organizações buscam cumprir, integralmente, a legislação, já tendo em sua estrutura a análise de causas e auditorias implementadas para adoção de análise crítica e melhoria contínua;
Proativo – A auditoria e suas ações são a base para as investigações de possíveis falhas;
Resiliente – A gestão da organização é integrada, com ações proativas de investigação e auditorias independentes e regulares.

Gestão de Processos, Indiciadores e sua relação com o Planejamento Estratégico


O Planejamento Estratégico é a base para a definição não apenas dos objetivos organizacionais, mas também de outros componentes essenciais, como a estratégia e a política de negócio da organização, respeitando sua cultura interna, a Missão, a Visão e seus Valores fundamentais. Porém, só faz sentido definir objetivos se for possível medi-los e avalia-los continuamente. Daí a razão dos indicadores. Uma organização sem Planejamento Estratégico formalizado se encontra em um grau de maturidade abaixo do necessário para entender as realizações entre a sua missão, seus objetivos e o desdobramento desses objetivos com os indicadores. Deve então verificar onde sua gestão se enquadra para posteriores medidas de ascensão na escala da gestão. A ascensão é lenta e gradual, uma organização não salta do nível que aceita erros para o nível resiliente, instantaneamente. Ela pode até buscar todas as certificações, as melhores ferramentas do mercado, mas internamente continuará aceitando erros. Isso cria a famosa “gestão serrote”, onde somente nos períodos de auditoria externa os dados (indicadores) são atualizados e colocados de forma adequada, a tão conhecida maquiagem na organização.

Tipologia de Indicadores e sua Utilidade


Um indicador pode ser quantitativo, qualitativo ou quanti-qualitativo; de uso permanente, final ou de controle; podendo ser simples, composto, direto, indireto, específico, global, direcionador ou resultante.

Indicadores precisam ser:

  • ·         Simples, com facilidade para entendimento e interpretação;
  • ·         Sólidos e com confiabilidade, validados e bem fundamentados, técnica e cientificamente;
  • ·         Mensuráveis e comparáveis com referências adequadas;
  • ·         Seletivos, representando assim a característica-chave para a qual foi criado;
  • ·         De baixo custo de implementação, em relação ao seu fim;
  • ·         Sistematizáveis para coleta de dados, se possível de forma automática;
  • ·         Rastreáveis, permitindo registro e recuperação de dados e informações;
  • ·         Atualizados, quando necessário;
  • ·         Importantes para o negócio da organização;
  • ·         Baseado nos requisitos das partes interessadas (Stakeholders).

Dados e Informações sobre Indicadores


Todos indicadores deve ter alguns dados básicos:

  • ·         Objetivo-fim;
  • ·         Tempo de Vida;
  • ·         Eficiência, Eficácia, Feedback de informações que acompanha;
  • ·         Qual o processo que acompanha;
  • ·         Tipologia;
  • ·         Qual o nome;
  • ·         Sigla, para facilitar a referência;
  • ·         Periodicidade de coleta, de cálculo e análise;
  • ·         Fórmula de obtenção do indicador;
  • ·         Metodologia de mensuração;
  • ·         Valores históricos e atuais;
  • ·         Metas;
  • ·         Referenciais Comparativos;
  • ·         Destinatários do Indicador;
  • ·         Responsável pela obtenção e pelo controle do indicador;
  • ·         Tipo de apresentação ou Gráfico a ser Gerado.

Fonte: Análise e modelagem de processos de negócios: foco na notação BPMN (Business Process Modeling Notation) / Rogerio Valle, Saul Barbará de Oliveira, organizadores. - 1. ed. - 5. reimpr. - São Paulo: Atlas, 2012.
Análise e Modelagem de Processos de Negócios para Alcance de Resultados


Análise e Modelagem de Processos de Negócios

Surgiu e foi influenciado por duas abordagens anteriores.

Sistema Aberto – A abordagem Sistêmica defende que todo sistema faz parte de outro maior, um todo. A Gestão por Processo foi influenciada pela ideia de sistema aberto, que está a todo o momento trocando relações com o ambiente interno e externo da empresa. A dinâmica dos sistemas abertos é caracterizada, segundo CAPRA, Fritjof (1996), pelas relações de trocas entre as partes e o todo. A ênfase nas partes tem sido chamada de mecanicista, reducionista e atomística, já a ênfase no todo, de holística, orgânica ou ecológica. A visão sistêmica depende do foco que é visualizada. Em relação aos sistemas, foi concebida a ideia de processos, de transformação e realimentação. Fluxos de energia ou matéria em uma dinâmica autorregulada de entrada, processamento e saída.
O processamento é o elemento de relações com o contexto. As mudanças e a evolução do pensamento sistêmico têm apoio nas transformações apontadas pela física quântica, que mostrou que não existem partes. Aquilo que denominamos parte é apenas um padrão numa teia inseparável de relações. Na visão mecanicista, o mundo é uma coleção de objetos, na visão sistêmica, compreendemos que os próprios objetos são redes de relações, embutidas em redes maiores.

Abordagem Contingencial –
Nada mais é que a abordagem da incerteza. Nada é absolutamente verdadeiro, como Einstein costumava dizer, tudo é relativo. Nada pode ser tido como única verdade, pois tudo pode mudar, tudo depende, varia. A gestão por processos vem para estruturar e fazer fluir a comunicação dentro da empresa, não focando na competência individual, mas no sistema de relações dentro da empresa. Em contrapartida, profissionais que sabem lidar com essa incerteza com flexibilidade, diferenciação, especialização, criatividade, inovação, conhecimento, percepção e tempo de resposta reduzido, terão um grande diferencial em áreas que utilizem o pensamento estratégico e de decisão, as áreas mais desejadas, de Inteligência.

Macro visão Organizacional Através da Cadeia de Valor – Esta visão a partir da cadeia de valor abrange todos os elos da cadeia com o valor agregado. Esta ideia transmite a imagem que o valor se move em direção do cliente. O valor do negócio é determinado pelo relacionamento com os clientes. Gerenciar a cadeia de valor é cumprir um ciclo (não atividades de meios e fins) de alinhamento contínuo, orientar a qualidade para agregação de valor, refletir sobre as competências organizacionais e orientar mudanças, nela, segundo Motta (1997, p. 96) meio e fins se integram. A agregação de valor deve ser vista com um compromisso organizacional que visa a busca pela qualidade e melhoria contínua pelo ponto de vista do cliente, com base no alinhamento das dimensões configuradas na cadeia de valor. Alinhado na direção da estratégia da empresa, na direção dos clientes, na direção do modelo de produção, na direção do desenvolvimento organizacional, na direção da cultura organizacional e na direção da estrutura organizacional. A cadeia de valor permite fazer uma leitura reversa, perceber as reais potencialidades organizacionais, o entendimento sobre essas potencialidade e competências permite integrar cadeias de valor e aprofundar a visão de redes organizacionais. Essa macro visão integrada ao ambiente e transmissora de valor, torna a mudança espontânea.

Visualizar a organização com um grande processo de negócios

Visão Geral de Processos – Conjunto de atividades estruturadas e medidas, segundo Davenport (1994). Ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço, com um começo, um fim e inputs e outputs claramente identificados. Uma estrutura para ação. Visão dinâmica de como a organização produz valor. A adoção de uma abordagem de processo significa a adoção do ponto de vista do cliente. Precisam de donos claramente definidos. Foco na atividade de trabalho mais do que na estrutura, funções ou departamentos. Visão horizontal da organização. Há quatro tipos básicos de entrantes (inputs) materiais, energia, clientes e/ou informações. Recursos entrantes para propiciar a transformação como máquinas e demais equipamentos e os colaboradores. Graças ao processamento temos quatro tipos de saídas de recursos: Transformados recursos com valor adicionado (bens ou serviços), recursos com valor público adicionado (Emprego, impostos, responsabilidade social), recursos sem valor imediato (Saídas indesejáveis, resíduos sólidos, gases emitidos e efluentes lançados nos rios e lagoas) e informação que realimentarão o sistema organizacional, propiciando melhorias e indicações quanto ao seu desempenho.

Fonte: Análise e modelagem de processos de negócios: foco na notação BPMN (Business Process Modeling Notation) / Rogerio Valle, Saul Barbará de Oliveira, organizadores. - 1. ed. - 5. reimpr. - São Paulo: Atlas, 2012.

31 de ago. de 2013

Poup-up aberto quando desejamos abrir um broadcast de nossa playlist
Uma grande novidade, e boa, para quem gosta de ouvir suas músicas, compartilhar com seus amigos as boas novas do mundo musical, agora chegou o broadcast do Grooveshark. Se você não entendeu, nós te explicamos o que isso quer dizer, você pode ouvir suas músicas favoritas e abrir sua própria rádio, não é preciso pagar nada e muito menos configurar serviços. Basta você entrar com sua conta, clica em abrir transmissão e deixar o som rolar. Apesar da ideia simples, se tornou funcional, às vezes queremos ouvir algo legal, mas não queremos perder tempo em criar nossas playlists, e quem tem esse tempo ou vontade poderá fazer isso para você e basta se juntar a transmissão e curtir o som.

Para quem sempre quis abrir sua rádio, é uma ferramenta e tanto, porque não exige configuração alguma e todas as músicas do banco de dados do Grooveshark estão disponíveis para que você as coloque na sua transmissão e quando você é ouvinte pode sugestionar uma das milhares músicas disponíveis para o dono da transmissão atual. Para incrementar suas transmissões você pode gravar áudios de até 90 segundos, como chamadas e etc.

Um serviço ótimo e pioneiro no conceito, vale a pena conferir. Acesse agora mesmo. ww.grooveshark.com

31 de jul. de 2013

Quem não se lembra de Mel Gibson em seus momentos iniciais em Hollywood na franquia Mad Max? O filme foi bem recebido pelo público na época e ainda pode ser visto em alguma sessão da tarde hoje em dia. Confesso que sou grande fã das aventuras de Max e ao ver a apresentação do game durante a E3 fiquei bem animado com o lançamento de um jogo baseado na franquia.

O game está sendo desenvolvido pela Warner Bros e Avalanche Studios (desenvolvedora do game Just Cause). O trailer apresentado na conferência da E3 chamou bastante atenção pelo gráfico, o que já é esperado dos consoles da nova geração, e por reviver uma franquia que possui um ótimo enredo. Cory Barlog, responsável pelo jogo, afirmou que será um game de ação-aventura que pode ter ligação com o novo filme da franquia. 

Com ou sem arma Max não recua
Sei apenas que os jogadores poderão encarnar Mad Max, um guerreiro solitário que embarca numa viagem para reaver seu veículo, um incrível carro interceptor que lhe foi roubado por uma perigosa gangue de vilões.

Não existem muitas informações sobre o game que ainda está em fase de desenvolvimento, mas como foi mostrado na E3 ele vai ser lançado para PS3, PS4, Xbox One e PC. Para o PS4 ele vai vir com um conteúdo exclusivo chamado “The Road Warrior Survival Kit”. Se o game vai ser um FPS não se sabe, mas eu torço para que não seja, espero muito que o jogo seja estilo mundo aberto e que possamos controlar Max em terceira pessoa, vendo as costas do personagem. Na minha humilde opinião já temos FPS demais e esse jogo merece um bom enredo.

Muitos disseram que a produção do game teria alguma ligação com o filme, como eu mesmo disse logo acima, no entanto o jogo pode ter uma história independente. Especulações de mais e noticias ainda de menos, vamos ter que esperar para mais informações. Espero que muito em breve algo seja dito, mas teremos que esperar.

O quarto filme da franquia vai ser lançado em 2014, e o game também vai ser lançamento no mesmo ano. 





30 de jul. de 2013



Uma pergunta: o que você pensa quando lê “Deep Web”? Se a sua reação a estas palavras é “hã”, parabéns! Você faz parte da grande maioria, ou parte dela, que não sabe do que se trata, como essa blogueira que vos escreve. Ouvi essa expressão por acaso e fiz essa mesma cara que você fez aí. Mas, então o que é "Deep Web"?


Entendeu?
Deep Web (também chamada de Deepnet, Web Invisível, Undernet ou Web oculta), é a parte da internet que o usuário comum não tem acesso, uma terra sem lei. Onde o conteúdo não é acessível para qualquer pessoa. Por exemplo, documentos hospedados dentro de sites que exigem login e senha. Sua origem e sua proposta original são legítimas, afinal, nem todo material deve ser acessado por qualquer usuário. O problema é que, longe da vigilância pública, essa enorme área secreta (500 vezes maior que a web comum) vira uma coisa monstruosa, tudo que há de bizarro, nojento e estranho encontra-se lá.

O cara que inventou essa expressão, Mike Bergman, diz que busca na Internet atualmente pode ser comparada com o arrastar de uma rede no oceano, você pode até pegar um peixe grande uma hora ou outra, mas a maior parte da informação está no fundo. Enterrada profundamente em sites gerados dinamicamente, e não é encontrada pelos mecanismos de busca padrão. Estes não conseguem "enxergar" ou obter o conteúdo na Deep Web.

Traduzindo: se o Google fosse esse barco de pesca e você o pescador, sua rede de pesca simplesmente arrastaria para você o que está na superfície da web, deixando o resto longe dos seus inocentes olhos.
Essa comparação não deixa dúvidas
No começo, a origem da Deep web é positiva, afinal sua função é proteger conteúdos confidenciais, como os de governos, bancos, empresas, forças militares e universidades, acessíveis só com login, por exemplo. Mas, como tudo no mundo tem o lado B. O lado negro da força está se aproveitando dessa terra sem lei e você nem pense em se aventurar nesses mares. Eles estão cheios de crackers (hackers com intenções criminais), que adoram “fisgar” usuários descuidados. Como não há filtros de segurança, eles facilmente conseguem, por exemplo, “zumbificar” o computador de um internauta (controlando-o a distância sem que o dono note) e roubar dados. 

E essa parte podre da Deep Web tem nome: Dark Web. Lá se encontra de tudo. Lojas virtuais de drogas, pornografia infantil e conexões terroristas para venda de armas. Como tudo fica nas profundezas, não há jeito de governos e a polícia tirarem do ar. É como se os sites tivessem vida própria, sem donos, registros e documentação.

Problema em acessar a Deep?
Agora (pessoalmente falando), eu poderia fazer aqui um tutorial e como entrar lá, não me pareceu difícil, mas eu JAMAIS faria isso. Sério, não é uma coisa que seres humanos ditos normais gostariam de ver. Lá não existe ,infelizmente, nada de fantasia. Não é um filme de terror grotesco, é a realidade mais podre do ser humano mostrada friamente.

Se você me perguntar se eu estou escrevendo o que eu vi, a resposta é NÃO. Eu não vou lá. Não tenho estômago para ver pedofilia, estupro e mortes. Lá você encontra o que está acostumado em ver em filmes, ou pesadelos, com uma diferença...ao vivo e a cores. Mas, entrei em um blog para pesquisar e encontrei isso:


Encontrei tantas outras coisas que eu poderia passar dias escrevendo sobre, mas, a mais importante lição que eu tirei da minha pesquisa é que nem tudo lá é ruim. Tem muita coisa boa, como sites  que você nem faz ideia que existe de música, fóruns e, enfim, tudo que existe aqui desse lado existe lá de uma forma mais hardcore e sem filtro.

Quem se aven­tura na rede Tor e clica inad­ver­ti­da­mente nos links pode deparar-se, sem qual­quer aviso, com sí­tios de pornografia infantil, vi­o­la­do­res, anún­cios de trá­fico hu­mano (que não sa­be­mos a veracidade), todo o gê­nero de ta­ras se­xu­ais, ima­gens do gore mais es­ca­broso que se possa ima­gi­nar, cul­tos sa­tâ­ni­cos, ca­ni­ba­lismo, ví­deos de gente ma­tando ou­tras pes­soas, ví­deos de maus tra­tos a ani­mais, mer­ca­dos de com­pra e venda de ar­mas, com­pra e venda de dro­gas, fó­runs de uti­li­za­do­res por­ta­do­res do ví­rus da AIDS que tro­cam his­tó­rias de como in­fec­ta­ram ou­tras pes­soas (cha­mam a isso "dar o pre­sente"), en­fim, tudo o que a es­pé­cie hu­mana pro­duz de mais vil, bi­zarro e do­en­tio encontra-se à dis­tân­cia de um cli­que.
Sempre clicam onde não é para clicar
Então uma lição que aprendemos e não só vale para a Deep Web mas de um modo geral é: se não que­r ver, en­tão cui­dado com o que pro­cu­ra e não cli­que sem pen­sar, ou seja, a curiosidade matou o gato.

A Deep Web é um es­paço amo­ral, na me­dida em que não existe uma en­ti­dade a fil­trar o lixo por nós, como faz o Google, e a es­co­lha é in­tei­ra­mente do ci­ber­nauta. 

Bem meu recado está dado. Eu não entraria lá se fosse você mas como diria vovó se conselho fosse bom...


Fontes: Mundo estranho, e esse barco chamado Google.