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| A famosa dor depois dos exercícios |
Você já sentiu uma dor muito forte ao fazer exercícios físicos? Já percebeu que a maçã, depois de aberta, e exposta fica com uma cor escurecida? Já notou que existem pessoas que envelhecem precocemente, mas a sua aparência não revela a sua verdadeira idade? Ache agora as respostas para essa e algumas outras perguntas.
Você deve estar se perguntando por que eu citei tantas coisas aparentemente distintas em um único post. E leitor, a resposta é simples... Porque elas são causadas pelo mesmo fator: radicais livres. Agora com certeza eu fiz brotar mais uma dúvida em sua cabeça, meu caro, não é mesmo? Nesse momento você deve estar com uma pulguinha atrás da orelha para entender tudo isso. E eu vou solucionar esse problema para você. Vamos começar entendendo o que, afinal, são os radicais livres. Radicais livres são átomos ou moléculas com elétrons não pareados, ou seja, falta em sua estrutura química um elétron. Por esse motivo, os radicais livres atacam outras moléculas para “roubar” elétrons e assim se tornarem estáveis. Essas moléculas atacadas se tornam radicais livres e irão tentar o mesmo com outras moléculas, estabelecendo assim uma reação em cadeia que pode causar vários danos a um organismo.
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| É assim que o radical livre se forma |
- Poluição ambiental, resíduos de pesticidas, presentes nos alimentos cultivados em grandes quantidades e que abastecem as grandes cidades;
- Substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios, entre outros);
- Raio-X, radiação ultravioleta e radiação gama em alimentos;
- Estresse.
Atletas fiquem atentos!
Pesquisas detectaram que seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas há alguns pontos importantes a serem considerados nestas pesquisas. O primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante, geralmente despercebido, é que, em pessoas bem treinadas, a ação dos radicais livres (devido ao exercício) é bem menor. Isto se deve ao fato de que a atividade física regular aumenta também os níveis de enzimas que destroem os radicais livres. É preciso ressaltar, além disso, que quando foi usada a palavra atleta, não foi em vão. Esse aumento na ação de radicais livres se dá em exercícios de grande esforço físico, como musculação, por exemplo.
Por que a maçã fica escurecida, assim que a cortamos?
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| Fases da maçã após ser cortada |
Porque "nessa hora, a enzima que escurece a maçã é liberada", afirma a bioquímica Maria Inês Genovese, da USP. Ao golpearmos a maçã com uma faca, há a liberação de uma substância que causa o escurecimento, afinal ao cortarmos a fruta, também estraçalhamos algumas de suas células. Além disso, o contato com o oxigênio acaba dando uma mão ao trabalho dessa enzima - que atende pelo nome de polifenol oxidase - . Uma dica para evitar esse escurecimento: pingar gotinhas de limão nas partes expostas. "A acidez da fruta cítrica impede a ação do polifenol", diz Maria Inês. Mas não há nenhum perigo em comer esses alimentos depois que estiverem escurecidos. Como bem sabem as donas-de-casa, isso não significa que o vegetal esteja estragado.
Radicais livres x Envelhecimento precoce
Quando os radicais livres se ligam a compostos como proteínas, lipídios, carboidratos, proteínas e até mesmo com DNA, eles agem alterando suas funções e ocasionando vários efeitos maléficos nas células. Esses efeitos podem ser observados microscopicamente e macroscopicamente, como o envelhecimento dos vasos sanguíneos, envelhecimento celular, tecidual e principalmente o envelhecimento do tecido epitelial (que é um tecido de revestimento, nesse caso, presente em todas as áreas do corpo), agindo diretamente sobre as células, alterando sua membrana e dando-lhes o aspecto de células velhas. Os principais resultados decorrentes do envelhecimento do tecido epitelial são o aparecimento de linhas de expressão, rugas acentuadas, a pele passa a adquirir aspecto envelhecido e também o aparecimento dos famosos “pés-de-galinha”. Vale lembrar que é natural o processo do envelhecimento celular, porém, os radicais livres agem acelerando esse processo e causando grande desconforto principalmente entre as mulheres.
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Apesar de não parecer, além dos malefícios os radicais livres também são importantes em algumas situações, em alguns processos do nosso corpo. (Observe na imagem acima.) |
Para evitar o estresse oxidativo (que é causado pelo desequilíbrio entre os antioxidantes e os radicais livres, onde o nível de radicais livres excede o de antioxidantes), é recomendada a exposição ao sol até às 10 horas, num intervalo de tempo de 15 a 30 minutos, sem protetores ou bloqueadores solares, todos os dias (além de ajudar no combate aos radicais livres, ainda ajuda na ativação da vitamina D, que será importante na absorção do cálcio). Além disso, uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais fornecem uma grande quantidade e variedade de antioxidantes, contribuindo para aumentar a defesa imunológica e diminuir o risco de desenvolver doenças e infecções. Consumir frutas e vegetais crus, em vez de cozidos, fornece maior concentração e melhor absorção dos antioxidantes. Os suplementos dietéticos também estão disponíveis para aqueles que não consomem bastante os alimentos que contenham antioxidantes.
Os benefícios de consumir alimentos ricos em antioxidantes como o betacaroteno, licopeno, selênio, vitamina A, vitamina C, vitamina E, entre outros, são enormes.
Alguns dos que encontramos nos alimentos são:
- O antioxidante betacaroteno é encontrado em muitos alimentos como a batata doce, cenoura, melão, abóbora, damasco, manga, couve, espinafre, entre outros;
- O licopeno é um potente antioxidante encontrado no tomate, melancia, goiaba, mamão, damasco, e outros alimentos;
- O selênio é um mineral com ação antioxidante encontrado principalmente no arroz e trigo;
- A vitamina A é encontrada em abundância no fígado, leite e gema de ovo;
- A vitamina C é encontrada em uma variedade de frutas, legumes, cereais, carne, aves e peixes;
- A vitamina E esta contida nas amêndoas, em muitos óleos de gérmen de trigo, manga, castanhas, brócolis e outros alimentos.





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